"O homem que se inclina para o"

O homem que se inclina para o
Outro homem, que pede o resto
De cuspo da outra

Boca, como a sua, seca,
Chora parado, inclinado,
Ouve a voz do outro

Homem que recusa a secura,
Pede ainda assim, parado
Ouve o próprio bater do

Coração e chora, ouve
O ranger dos próprios
Intestinos, ouve e pede

Ao outro homem o que
Resta de cuspo da outra
Boca, não tão seca como

A sua. O homem chora e 
Sente, e pede o que não tem
E vê o outro

Homem. Ouve, na boca,
O próprio corpo inclinado
Bater.

"Curva-se o homem, subindo os"

Curva-se o homem, subindo os
Degraus da grande escadaria,
Sobre si próprio. Olha para onde
Põe os pés, presta a atenção toda
À violência de cada passo, a
Invadir cada novo limite.

Curva-se, sobe, em si o nome
Com que avança é o peso maior;
Quando se volta para trás vê
A demora toda no espaço vazio,
Doem-lhe, quando se volta, os ombros
De suportar o chão abaixo de si.